VoltarTodos os artigos
Rita Quaresma
Escrito por Rita Quaresma
Rita Quaresma

Formei-me em Gestão em 2007 e sou Analista de Crédito desde então. Trabalho há mais de 5 anos na Gestlifes, onde já ajudei centenas de famílias a encontrarem as melhores soluções para as suas finanças.

Moratórias de Crédito – Quando Terminam? Quais as Alternativas?

Licença

Gestlifes é uma marca registada da JPCOM U. LDA, que atua como intermediário de crédito vinculado autorizado pelo Banco de Portugal nº1409.

moratoria de credito

Após a pandemia da Covid-19 ter afetado a saúde pública e económica do país, foram criadas moratórias de crédito em março de 2020.

Um ano depois, as consequências da pandemia ainda se fazem sentir. Porém, o fim das moratórias avizinha-se.

E é esta a grande preocupação da maioria das pessoas. Afinal, qual a melhor forma de não se deixar afetar pelo fim das moratórias? Será que existem alternativas para reorganizar o seu orçamento que permitam que reduza os seus gastos mensais?

É precisamente a essas questões que respondemos neste artigo.

Paga as Prestações Depois

Pode Pagar os Juros Já

Reorganiza o Seu Orçamento

Solução Temporária

Parece que passámos os últimos dois anos a ouvir falar da Covid-19 e de uma nova solução de apoio às famílias afetadas pela pandemia: as moratórias de crédito.

No fundo, as moratórias foram criadas com o objetivo de evitar o acumular de dívidas, precavendo que quem tenha um crédito entre em situação de incumprimento no pagamento das suas prestações.

Para isso, o Estado, o Banco de Portugal e o sector financeiro uniram forças para oferecerem novas medidas que beneficiassem quem viu a sua situação financeira entrar em espiral decrescente.

Mas afinal o que significa tudo isto?

Assim que a moratória é acionada, quem tem um empréstimo deixa de ter de pagar as suas mensalidades durante um certo período. Quando esta terminar, volta a pagar as prestações acrescidas de juros.

Enquanto que as moratórias públicas são fiscalizadas pelo Governo e pelo Banco de Portugal e só estão disponíveis para crédito habitação e crédito pessoal para formação, as moratórias privadas são da responsabilidade das instituições de crédito que as disponibilizaram e servem como resposta aos restantes créditos.

Podiam aceder a estas moratórias públicas quem, a 1 de outubro de 2020, não se encontrava abrangido pelas medidas de apoio previstas nesta solução, mesmo já tendo beneficiado desta opção no passado.

O prazo para aderir às novas moratórias terminou a 31 de março de 2021.

Para responder a essa questão, vai depender de quais moratórias está a falar.

No caso das moratórias públicas, os prazos são os seguintes:

Se aderiu antes de Prolongado até
Setembro de 2020

Se aderiu antes de

Setembro de 2021

Prolongado até

Março de 2021

Se aderiu antes de

Dezembro de 2021

Prolongado até

É certo que o prazo das moratórias já sofreu alterações. Mas, será que isso vai acontecer novamente?

Até ver, a resposta é não.

O primeiro-ministro defende que o grau de incumprimento das moratórias é residual e que, por isso, “não há necessidade de fazer mais do que o que tem sido feito”. Apesar de tudo, António Costa admite a possibilidade de tomar medidas adicionais caso a situação mude de figura.

No caso das moratórias privadas, o cenário é diferente. É que cada instituição que as disponibilizou é que decide os prazos dessas moratórias, sendo que não se têm verificado prolongamentos.

A definição de moratórias até é bastante simples e parece que soluciona a questão durante algum tempo.

Porém, existem algumas preocupações a que tem de prestar atenção:

1. Esta medida não o “salva” das suas prestações

Pois é. Este ponto é de caras, mas vale a pena sublinhá-lo. Esta não é uma solução que congela as suas prestações para sempre nem o valor em dívida durante esse tempo lhe é perdoado.

Veja isto como umas “férias” das suas prestações que, assim como todos os dias de descanso, têm um fim.

Ou seja, terá de pagar essas mensalidades na mesma, só que mais tarde.

2. Ao aderir à moratória, aconselhamos a que continue a pagar os juros

As moratórias permitem que decida se quer continuar a pagar apenas os juros ou se prefere parar de pagar a prestação por completo.

Se optar por pagar apenas os juros, as financeiras e bancos contabilizam os juros decorridos durante o período de suspensão do pagamento do crédito e adicionam-nos ao capital em dívida, ajustando o plano de reembolso quando a moratória terminar.

Porém, esta escolha torna-se ainda mais pertinente quando falamos de crédito habitação. É que se não pagar nada durante esse período, quando a moratória terminar vai ter de pagar os juros dos juros. Isto é, paga os juros que já estavam aplicados ao seu crédito e, por cima disso, ainda lhe cobram mais os juros durante o tempo da moratória.

Ou seja, se pelo menos pagar os juros, livra-se dessa preocupação quando tudo isto terminar.

3. Esta não pode ser vista como uma solução definitiva para a reorganização do orçamento mensal

Antes de mais, esta é uma solução temporária. Ou seja, assim que a moratória termina, volta a ter de pagar as suas prestações na mesma.

Ora, isto significa que terá de pensar bem em como vai estar o seu orçamento quando as suas mensalidades voltarem “ao normal”.

O importante é que não se habitue às suas despesas temporárias sem colocar nenhum dinheiro de parte para quando a sua moratória terminar.

moratoria transferencia de credito

Talvez o prazo para pedir uma moratória já tenha acabado e não conseguiu aderir a essa medida. Ou até avançou com esse pedido, mas quase que já pode ver o seu fim no horizonte.

Independentemente de ter pedido uma moratória ou não, sabemos que pode querer uma solução mais segura e estável do que essa.

Ora, aderir a um produto financeiro pode suscitar dúvidas. Especialmente quando está numa situação financeira delicada. Mas, e se lhe dissermos que existem soluções de financiamento que efetivamente lhe deixam com mais dinheiro ao final do mês?

Vejamos:

  • Pode estar a pagar 500€ de despesas mensais em créditos
  • Tem em dívida um total de 20.000€

Se reorganizar os créditos, pode:

  • Passar a pagar 250€
  • Totalizar 22.000€ de valor a reembolsar

No fundo, são mais 2.000€ que tem de dar ao banco. Mas repare que ganhou 250€ mensais para aplicar no que for necessário à medida que as despesas surgem.

Basicamente, esta opção acaba por lhe dar mais folga monetária todos os meses. Porém, sabemos que isto pode parecer ser um gasto.

No entanto, tomar esta decisão pode ser o suficiente para sair de uma situação financeira apertada e ter uma maior gestão sobre os seus rendimentos a cada mês. Além disso, sabe que irá honrar os seus compromissos financeiros. Ou seja, não terá o risco de entrar em incumprimento nos pagamentos.

Atualmente, existem duas soluções de financiamento que fazem precisamente isso. Vamos explicá-las de seguida.

Sim, é possível estar exatamente com os mesmos rendimentos e passar a pagar menos pelos seus créditos mensalmente.

Isso é possível quando junta os seus créditos num único contrato, o que permite reduzir até 60% a sua prestação mensal.

Imagine que tem:

  • Crédito pessoal
  • Prestação do carro
  • Despesas do cartão de crédito

Ora, cada um desses gastos foi acordado individualmente e sem ter em consideração outros produtos financeiros que já tinha ou ia fazer.

Com um crédito consolidado, faz um “tudo em um”. Esta opção cria apenas um único contrato de crédito que contempla os seus empréstimos anteriores.

Mas como é que isso reduz “o bolo”?

Basicamente, ao fazer um novo contrato vai usufruir de novas taxas de juros mais baixas. Além disso, pode aumentar o seu prazo de pagamento, o que distribui o montante de reembolso e dá-lhe mais controlo sobre o seu orçamento mensal.

E será que vai acabar por pagar mais no total?

Depende. Existem casos em que isso pode acontecer. Mas dá que pensar no melhor cenário.

Será que é uma boa ideia andar a contar os trocos todos os meses para poder pagar as contas ou até acabar por entrar em incumprimento no pagamento das prestações, resultando em penalizações no seu histórico financeiro? Ou não será mais seguro melhorar a sua situação financeira e tê-la sob controlo?

📝 Ler mais: Crédito Consolidado – Poupe Até 60% ao Juntar Créditos

Reduzir Prestação da Casa

Se tem um contrato de crédito habitação há algum tempo, pode ter ficado intrigado com o facto de, atualmente, as condições estarem muito melhores:

  • Spreads baixos
  • Prazos até 40 anos
  • Zero comissões de pagamento de prestações
  • Taxa Euribor a apresentar mínimos históricos

No fundo, quem faz um crédito habitação em 2021 está nas sete quintas em comparação com anos anteriores.

Basta ligar nas notícias para se lembrar do que paga e, mesmo que tenha taxas variáveis e tenha conseguido uma redução da prestação pelos valores da Euribor, não seria melhor ter um novo contrato que baixe a mensalidade permanentemente?

Os bancos já oferecem essa possibilidade. Através de uma transferência de crédito habitação, reorganiza totalmente o seu empréstimo. E, como é um novo produto, as instituições financeiras estão a dar mais benefícios. Assim, terá acesso a:

  • Taxa de spread fixa a 1,5% a 30 anos
  • Pode fazer uma transferência de taxa variável para taxa fixa
  • Custos associados à transferência de crédito são assumidos pelo banco
  • Não paga o imposto de selo (apenas se pedir um crédito adicional é que paga esse imposto sobre o valor adicional)

No fundo, esta é a melhor altura para pedir uma transferência, já que os bancos, praticamente, arcam com a maioria dos custos.

📝 Ler mais: Transferir Crédito Habitação – Como Funciona? Poupe Na Sua Prestação

Conclusão

É verdade que as moratórias vieram impedir que muitas famílias piorassem a sua situação financeira. Mesmo assim, há que ter em atenção que, quando estas terminarem, o orçamento vai sofrer alterações.

Lembre-se que esta opção é apenas um alívio temporário, já que, após o retorno das suas prestações, vai ter de pagar o crédito com os juros do período em que esteve sem efetuar os pagamentos.

Sugerimos que reorganize a sua situação financeira para que melhore o seu orçamento mensal permanentemente.

Para isso, pode recorrer a um crédito consolidado ou a uma transferência de crédito habitação, consoante o que for melhor para o seu caso específico. Estas soluções não exigem que tenha de pagar entradas ou comissões de abertura, sendo que começa logo a pagar menos por mês.

Como a Gestlifes faz um acompanhamento personalizado, analisamos qual a melhor opção para si e ainda comparamos várias propostas de instituições financeiras diferentes.

Assim, terá a garantia de que encontra a oferta mais adequada às suas necessidades. Basta fazer uma simulação sem compromissos.

Perguntas Frequentes

O que é uma moratória?

Se tiver um empréstimo a decorrer, uma moratória é uma solução que suspende o pagamento das suas prestações mensais durante um certo período.

No fundo, pausa o pagamento das suas mensalidades de crédito e volta a pagá-las quando a moratória terminar, acrescido de juros.

Até quando posso pedir uma moratória?

Os novos pedidos de moratória foram possíveis até 31 de março de 2021. Depois dessa data, não estão previstas novas permissões para aderir a moratórias públicas feitas para controlar a situação financeira provocada pela pandemia da Covid-19.

Uma moratória é a melhor solução para reorganizar o meu orçamento mensal?

Não. Como esta medida é apenas um alívio temporário, há que pensar em soluções permanentes que possam aumentar o seu orçamento mensal e dar mais manobra para pagar as suas contas no devido tempo.

Além disso, esta solução é apenas uma suspensão do pagamento da sua mensalidade durante um determinado período, sendo que, se não pagar os juros já, vai ter de pagar os juros aplicados ao seu crédito mais os juros vigentes durante o período da sua moratória.

O melhor será reorganizar a sua situação financeira mensal. Para isso, poderá juntar créditos e baixar a sua mensalidade ou fazer uma transferência de crédito habitação em que diminuí a prestação da casa. Explicamos quais as alternativas às moratórias neste artigo.

SIMULAR AGORA! SIMULAR AGORA!