Sim, é possível juntar crédito pessoal ao crédito habitação através de uma operação de consolidação com garantia hipotecária, sujeita à análise e aprovação da instituição financeira.
Esta solução pode permitir reduzir os encargos mensais, mas também envolve custos e riscos. Conheça o funcionamento, as condições e os fatores que deve avaliar antes de tomar uma decisão.
Como posso juntar o crédito pessoal ao crédito habitação?
A consolidação com hipoteca permite reunir diferentes financiamentos numa operação de crédito garantida por um imóvel.
Na prática, a instituição financeira analisa os empréstimos existentes, o valor do imóvel e a capacidade financeira do cliente. Se a operação for aprovada, os créditos abrangidos são liquidados e passam a vigorar as condições do novo financiamento.
Dependendo da situação poderá ser necessário transferir o crédito habitação para outra instituição financeira.
👉 Importa ter em conta: ao utilizar o imóvel como garantia, existe o risco de o perder em caso de incumprimento.
A redução da prestação mensal pode resultar num custo total superior, dependendo do prazo e das condições do financiamento.
Quais são as vantagens de juntar o crédito pessoal ao crédito habitação?
Juntar crédito pessoal ao crédito habitação pode trazer vantagens para quem procura reorganizar os seus financiamentos e reduzir os encargos mensais. Os principais benefícios dependem das condições do novo financiamento e da situação financeira de cada pessoa.
Prestação mensal mais baixa
A consolidação pode reduzir os encargos mensais, nomeadamente através do alargamento do prazo. Esta redução pode dar maior margem ao orçamento e facilitar a criação de um fundo de emergência .
Gestão financeira simplificada
Reunir os financiamentos numa única prestação facilita o acompanhamento dos pagamentos e a organização das despesas mensais.
As vantagens desta solução dependem das prestações atuais, do montante em dívida, das características do imóvel e das condições propostas pela instituição financeira. Por isso, é importante avaliar se a consolidação faz sentido para a sua situação.
Quando faz sentido juntar crédito pessoal ao crédito habitação?
Nem sempre uma prestação mais baixa significa que juntar os dois créditos seja a melhor escolha. Há situações em que a consolidação pode trazer maior equilíbrio ao orçamento e outras em que manter os financiamentos separados poderá ser mais vantajoso.
A tabela seguinte reúne alguns fatores que ajudam a perceber quando vale a pena estudar esta possibilidade.
| Fator | Quando vale a pena analisar | O que merece atenção |
|---|---|---|
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Taxa de esforço
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Quando as prestações pesam significativamente no orçamento mensal. | Uma prestação inferior não garante um custo total mais baixo. |
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Prazo do crédito pessoal
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Quando ainda existe um montante relevante por pagar. | Se o empréstimo estiver perto do fim, prolongar a dívida pode não compensar. |
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Valor do imóvel
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Quando existe margem para estudar uma operação com garantia hipotecária. | A existência de um imóvel não garante a aprovação do financiamento. |
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Objetivo financeiro
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Quando pretende aliviar o orçamento ou reorganizar os pagamentos. | Importa evitar que a folga mensal resulte em novo endividamento. |
Há um detalhe que merece especial atenção: se o crédito habitação tiver uma taxa de juro particularmente favorável, substituí-lo por um novo financiamento poderá não compensar. Por isso, antes de avançar é importante comparar as condições atuais com as da nova proposta.
É preciso mudar de banco para juntar os dois créditos?
Não necessariamente. A possibilidade de realizar a operação no banco atual depende das soluções disponibilizadas pela instituição e das condições dos financiamentos existentes.
Se o banco não disponibilizar uma solução adequada, poderá ser necessário estudar a transferência do crédito habitação para outra instituição financeira. Nesse caso, importa perceber se a nova proposta permite manter condições competitivas no financiamento da casa e simultaneamente integrar o crédito pessoal.
O que acontece ao crédito pessoal? Se a consolidação for aprovada, o financiamento abrangido é liquidado no âmbito da nova operação, deixando de existir como empréstimo autónomo.
Como pedir para juntar crédito pessoal ao crédito habitação?
O pedido começa pela análise dos empréstimos existentes e das condições do imóvel que poderá servir de garantia. Para preparar essa avaliação é útil ter disponíveis:
- Informação dos créditos atuais: capital em dívida, prestação mensal e prazo restante;
- Comprovativos de rendimentos: documentação que permita avaliar a capacidade financeira;
- Documentação do imóvel: elementos necessários para identificar a habitação e analisar a garantia hipotecária;
- Mapa de Responsabilidades de Crédito: documento do Banco de Portugal que reúne informação sobre os créditos existentes.
A instituição financeira poderá solicitar documentação adicional e caso o processo avance, realizar uma avaliação do imóvel.
Que custos podem existir ao juntar os dois créditos?
Numa consolidação com garantia hipotecária podem existir encargos com a avaliação do imóvel, a formalização e o registo da hipoteca, a liquidação antecipada dos créditos atuais e os seguros associados. Se for necessário transferir o crédito habitação, devem também ser considerados os custos dessa operação.
Antes de aceitar uma proposta é importante comparar o MTIC e os custos apresentados na Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE).
Quando duas prestações deixam pouca margem no orçamento mensal vale a pena perceber se existe uma alternativa. Juntar o crédito pessoal ao crédito habitação pode ajudar a aliviar os encargos, mas a decisão deve partir de uma análise das condições atuais e das opções disponíveis para o seu caso.
Está a pagar duas prestações. Poderia pagar apenas uma?
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