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Juntar Crédito Pessoal ao Crédito Habitação: Como Fazer?

E se pudesse reunir os dois financiamentos numa única prestação mensal? Descubra como funciona esta solução, quais as condições a considerar e se pode ajudar a aliviar o seu orçamento.
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juntar crédito pessoal a crédito habitação
Gestlifes
Banco de Portugal Gestlifes é uma marca JPCOM, intermediário de crédito vinculado e autorizado pelo Banco de Portugal nº1409.

Sim, é possível juntar crédito pessoal ao crédito habitação através de uma operação de consolidação com garantia hipotecária, sujeita à análise e aprovação da instituição financeira.

Esta solução pode permitir reduzir os encargos mensais, mas também envolve custos e riscos. Conheça o funcionamento, as condições e os fatores que deve avaliar antes de tomar uma decisão.

A consolidação com hipoteca permite reunir diferentes financiamentos numa operação de crédito garantida por um imóvel.

Na prática, a instituição financeira analisa os empréstimos existentes, o valor do imóvel e a capacidade financeira do cliente. Se a operação for aprovada, os créditos abrangidos são liquidados e passam a vigorar as condições do novo financiamento.

Dependendo da situação poderá ser necessário transferir o crédito habitação para outra instituição financeira.

👉 Importa ter em conta: ao utilizar o imóvel como garantia, existe o risco de o perder em caso de incumprimento.

EXEMPLO ILUSTRATIVO
ANTES 2 prestações
Crédito habitação 650 € /mês
Crédito pessoal 250 € /mês
Total sem consolidação 900 €/mês
DEPOIS Uma só prestação Crédito consolidado com hipoteca
720 € /mês
Menos 180 €/mês −20%

A redução da prestação mensal pode resultar num custo total superior, dependendo do prazo e das condições do financiamento.

Juntar crédito pessoal ao crédito habitação pode trazer vantagens para quem procura reorganizar os seus financiamentos e reduzir os encargos mensais. Os principais benefícios dependem das condições do novo financiamento e da situação financeira de cada pessoa.

Prestação mensal mais baixa

A consolidação pode reduzir os encargos mensais, nomeadamente através do alargamento do prazo. Esta redução pode dar maior margem ao orçamento e facilitar a criação de um fundo de emergência .

Gestão financeira simplificada

Reunir os financiamentos numa única prestação facilita o acompanhamento dos pagamentos e a organização das despesas mensais.

Possibilidade de renegociar condições

A operação pode permitir rever taxas, prazos e outras condições contratuais. Para avaliar a nova proposta, importa comparar a TAEG , o MTIC e os restantes custos associados.

As vantagens desta solução dependem das prestações atuais, do montante em dívida, das características do imóvel e das condições propostas pela instituição financeira. Por isso, é importante avaliar se a consolidação faz sentido para a sua situação.

Nem sempre uma prestação mais baixa significa que juntar os dois créditos seja a melhor escolha. Há situações em que a consolidação pode trazer maior equilíbrio ao orçamento e outras em que manter os financiamentos separados poderá ser mais vantajoso.

A tabela seguinte reúne alguns fatores que ajudam a perceber quando vale a pena estudar esta possibilidade.

Fator Quando vale a pena analisar O que merece atenção
Taxa de esforço
Quando as prestações pesam significativamente no orçamento mensal. Uma prestação inferior não garante um custo total mais baixo.
Prazo do crédito pessoal
Quando ainda existe um montante relevante por pagar. Se o empréstimo estiver perto do fim, prolongar a dívida pode não compensar.
Valor do imóvel
Quando existe margem para estudar uma operação com garantia hipotecária. A existência de um imóvel não garante a aprovação do financiamento.
Objetivo financeiro
Quando pretende aliviar o orçamento ou reorganizar os pagamentos. Importa evitar que a folga mensal resulte em novo endividamento.

Há um detalhe que merece especial atenção: se o crédito habitação tiver uma taxa de juro particularmente favorável, substituí-lo por um novo financiamento poderá não compensar. Por isso, antes de avançar é importante comparar as condições atuais com as da nova proposta.

Não necessariamente. A possibilidade de realizar a operação no banco atual depende das soluções disponibilizadas pela instituição e das condições dos financiamentos existentes.

Se o banco não disponibilizar uma solução adequada, poderá ser necessário estudar a transferência do crédito habitação para outra instituição financeira. Nesse caso, importa perceber se a nova proposta permite manter condições competitivas no financiamento da casa e simultaneamente integrar o crédito pessoal.

O que acontece ao crédito pessoal? Se a consolidação for aprovada, o financiamento abrangido é liquidado no âmbito da nova operação, deixando de existir como empréstimo autónomo.

O pedido começa pela análise dos empréstimos existentes e das condições do imóvel que poderá servir de garantia. Para preparar essa avaliação é útil ter disponíveis:

  • Informação dos créditos atuais: capital em dívida, prestação mensal e prazo restante;
  • Comprovativos de rendimentos: documentação que permita avaliar a capacidade financeira;
  • Documentação do imóvel: elementos necessários para identificar a habitação e analisar a garantia hipotecária;
  • Mapa de Responsabilidades de Crédito: documento do Banco de Portugal que reúne informação sobre os créditos existentes.

A instituição financeira poderá solicitar documentação adicional e caso o processo avance, realizar uma avaliação do imóvel.

Numa consolidação com garantia hipotecária podem existir encargos com a avaliação do imóvel, a formalização e o registo da hipoteca, a liquidação antecipada dos créditos atuais e os seguros associados. Se for necessário transferir o crédito habitação, devem também ser considerados os custos dessa operação.

Antes de aceitar uma proposta é importante comparar o MTIC e os custos apresentados na Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE).

Quando duas prestações deixam pouca margem no orçamento mensal vale a pena perceber se existe uma alternativa. Juntar o crédito pessoal ao crédito habitação pode ajudar a aliviar os encargos, mas a decisão deve partir de uma análise das condições atuais e das opções disponíveis para o seu caso.

Está a pagar duas prestações. Poderia pagar apenas uma?

Descubra se pode juntar os seus financiamentos e reduzir os encargos mensais. Simule gratuitamente e conheça as opções disponíveis para o seu caso.

Sobre os Autores

Mariana Sobral

Mariana Sobral

Autora

Autor Artigos: 2

Mestre em Gestão das Organizações, ramo de Gestão de Empresas, desenvolve conteúdos informativos sobre crédito, financiamento e finanças pessoais para os portais da Gestlifes.

Rita Falcão

Rita Falcão

Analista de Crédito Hipotecário

Revisor Artigos: 26

Analista de Crédito há mais de quatro anos, ajuda as famílias a reorganizar o orçamento através de soluções de poupança com crédito habitação.

FAQ
Perguntas Frequentes
Esclarecemos as suas dúvidas sobre o nosso serviço.
Posso Juntar Crédito Pessoal a Crédito Habitação?

Sim. É possível juntar crédito pessoal ao crédito habitação através de um crédito consolidado com hipoteca. Desta forma, ficas com um único contrato, uma só prestação mensal e uma taxa de juro mais baixa do que tinhas nos créditos separados.

É Possível Juntar Crédito Pessoal a Crédito Habitação em Qualquer Banco?

Nem todos os bancos disponibilizam esta solução de forma clara ou direta. Muitas vezes, é mais fácil tratar do processo através de um intermediário de crédito, que compara ofertas de várias instituições e trata de toda a burocracia.

Preciso De Dar a Casa Como Garantia Ao Juntar Os Créditos?

Sim. Ao juntar crédito pessoal ao crédito habitação, o novo contrato é feito com hipoteca do imóvel. O imóvel serve de garantia para o banco.

Posso Incluir Outros Créditos Além do Pessoal Na Consolidação?

Sim. Além do crédito pessoal e habitação, podes juntar outros créditos ao consumo, como automóvel ou cartões de crédito, desde que o banco aceite e o teu perfil financeiro o permita.

O Que Acontece Se Não Conseguir Pagar a Nova Prestação?

Se entrares em incumprimento, o banco pode avançar para a execução da hipoteca, o que pode levar à perda do imóvel. Por isso, é essencial garantir que consegues suportar a nova prestação.

Quanto Demora o Processo De Juntar Crédito Pessoal a Crédito Habitação?

O tempo varia, mas normalmente o processo pode demorar até 6 semanas, dependendo da avaliação do imóvel, análise de risco e da rapidez na entrega dos documentos.

Quais São os Custos Envolvidos Quando se Junta Crédito Pessoal e Habitação?

Podes ter de pagar comissão de abertura, avaliação do imóvel, imposto de selo, custos de escritura, comissões de amortização dos créditos antigos e seguros obrigatórios. Pede sempre um resumo detalhado antes de avançar.

É Possível Pedir um Valor Extra ao Juntar os Créditos Pessoal e Habitação?

Sim, se a tua taxa de esforço o permitir, podes pedir um montante adicional para outros projetos no mesmo contrato de consolidação.

Tenho de Mudar de Banco para Juntar os Créditos Pessoal e Habitação?

Não obrigatoriamente. Podes consolidar créditos no banco onde já tens os financiamentos ou optar por uma nova entidade, se as condições forem melhores.

Posso Juntar Crédito Pessoal e Habitação se Tiver Prestações em Atraso?

Se tiveres créditos em incumprimento, será muito difícil conseguir a consolidação. É importante regularizar a situação antes de avançar com o pedido.

Como Posso Saber se Esta Solução é Vantajosa Para Mim?

O ideal é fazer simulações com diferentes instituições e analisar o MTIC, a TAEG e o valor da nova prestação. Se precisares de apoio, um intermediário de crédito pode ajudar-te a comparar propostas e tomar a decisão mais informada.

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